A importância da higienização das mãos

Primeiramente, o que é higienização da mãos?!

É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas mais adiante.

Por que fazer?

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele.

A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-séptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex:Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex:Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus

Quando fazer?

Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.

  • Ao iniciar o turno de trabalho.
  • Após ir ao banheiro.
  • Antes e depois das refeições.
  • Antes de preparo de alimentos.
  • Antes de preparo e manipulação de medicamentos.

Como higienizar as mãos?

Lavagem-das-mãos

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Como higienizar frutas, legumes e verduras

Aproveitamos melhor os alimentos quando cuidamos da sua higienização

Será mesmo necessário descartar as cascas das frutas? Como saber se os legumes e verduras que estamos comendo estão livres de bactérias, larvas e agrotóxicos? Aprenda a higienizá-los corretamente.

Quando nos deparamos com uma maçã vermelha e brilhante, surge um grande dilema: devemos ou não comer a casca? A vontade é de comer sem pensar duas vezes. Quando descascamos maçãs, peras e outras frutas que têm cascas comestíveis, estamos descartando a parte mais importante da fruta, onde há maior concentração de fibras e vitaminas. Mas e os micro-organismos e os agrotóxicos contidos nelas, não farão mal à saúde?

Tanto nas frutas quanto nas hortaliças podemos encontrar uma quantidade significativa de bactérias (entre elas os coliformes fecais e salmonelas) e larvas de insetos causadoras de infecções intestinais e verminoses. Os agrotóxicos, por sua vez, quando ingeridos em grande quantidade, podem causar cansaço, irritação na pele, alergias e intoxicação. Em longo prazo o seu consumo pode trazer consequências mais graves. Estudos apontam para uma relação entre os agrotóxicos e vários tipos de cânceres.

Segundo a ANVISA, “Uma lavagem dos alimentos em água corrente só poderia remover parte dos resíduos de agrotóxicos presentes na superfície dos mesmos. Os agrotóxicos sistêmicos e uma parte dos de contato, por terem sido absorvidos por tecidos internos da planta, caso ainda não tenham sido degradados pelo próprio metabolismo do vegetal, permanecerão nos alimentos mesmo que esses sejam lavados. Neste caso, uma vez contaminados com resíduos de agrotóxicos, estes alimentos levarão o consumidor a ingerir [esses] resíduos.” 

Embora a higienização sugerida a seguir não remova todo o agrotóxico, melhorará bastante as condições do alimento, tornando-os mais adequados para o consumo.

Você vai precisar de:

  • Uma escova com cerdas macias, próprias para lavar frutas e legumes.
  • Duas bacias ou tigelas grandes utilizadas somente para esse fim.
  • Água sanitária (sem qualquer aditivo, como fragrâncias ou detergentes) com concentração de cloro de 2 a 2,5%.
  • Bicarbonato de sódio.

Veja o passo a passo do processo de higienização:

1ª Etapa: desinfecção (todos).

    1. Selecione bem as frutas e verduras, retirando as partes estragadas.
    2. Lave-os bem para tirar a sujeira. As verduras precisam ser lavadas, folha por folha. As uvas precisam ser lavadas com muito cuidado para não caírem do cacho.
    3. Limpe-os bem com a escova (exceto folhas pequenas e/ou sensíveis, como alface, agrião, espinafre, etc.; e frutas delicadas como morango e uva).
    4. Deixe-os mergulhados por cerca de 30 minutos numa tigela com 1 litro de água e 1 colher de sopa de água sanitária.
    5. Enxágue bem.

2ª Etapa (somente as frutas que serão consumidas com a casca e as verduras).

    6. Coloque-os em outra tigela com um litro d’água acrescido de uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Deixe agir por mais 20 minutos.
    7. Enxágue bem.

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Observações importantes:

  • Você pode lavar todas as verduras e guardá-las em potes tampados dentro da geladeira. Siga o procedimento acima e, para finalizar, seque-as, folha por folha, com um papel toalha. Elas duram em torno de uma semana.
  • As frutas também devem ser enxutas.
  • Se você puder comprar frutas e hortaliças orgânicas, faça-o. Eles não contêm agrotóxicos. No entanto, para higienizá-los, proceda da mesma forma.
  • Entre os alimentos com maiores concentração de agrotóxicos, estão o morango, o tomate e a alface.
  • As frutas e legumes da estação têm uma quantidade menor de agrotóxicos.
  • Não há necessidade de aplicar o processo de desinfecção em frutas com cascas grossas, como laranja, banana, tangerina, melancia, melão, abacaxi, etc. No entanto, exceto a banana, as demais devem ser lavadas antes de serem cortadas ou descascadas.
  • O lugar de frutas, verduras e legumes é dentro da geladeira, devidamente embalados. O único alimento que deve ficar fora da geladeira é a banana. Frutas como abacaxi, melancia, melão, abacate, entre outras, não necessitam de geladeira antes de serem partidas. No entanto, precisam ficar longe do sol, da umidade e em lugar arejado.
  • Não se esqueça de lavar bem as mãos antes de manusear os alimentos.

Entre ingerir alimentos com resquícios de agrotóxicos e não os ingerir, os profissionais da saúde aconselham a sua ingestão – já que eles contêm nutrientes de vital importância para a nossa saúde – desde que sejam higienizados corretamente, pois tal procedimento pode minimizar os problemas que os agrotóxicos poderiam causar ao nosso organismo.

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Dicas e segredos para a boa utilização dos óleos na cozinha do seu restaurante

Para começar vamos falar um pouco sobre a composição dos óleos…basicamente, o óleo é pura gordura, composto de moléculas que consistem essencialmente de carbono, hidrogênio e alguns átomos de oxigênio. Do ponto de vista nutricional, a maioria dos óleos contem cerca de 9 calorias por grama (ou 120 calorias por colher de sopa). A partir daí, o mundo do óleo se torna mais complexo, e uma explicação química pode ser confusa.

Os óleos usados na cozinha são provenientes de fontes variadas, incluindo vegetais, nozes e gorduras de origem animal. Independentemente de sua fonte, os óleos usados na culinária são divididos em 4 categorias principais, dependendo da mistura específica de ácidos graxos que eles contem.

A primeira categoria é a de ácidos graxos saturados, tais como a banha de porco, gordura animal, manteiga, óleo de coco ou azeite de dendê.

As gorduras monoinsaturadas são encontradas no óleo de canola e azeite.

Na outra extremidade das variedades estão os ácidos graxos poli-insaturados, tais como os óleos de milho, de semente de algodão e de girassol.

A última categoria é a dos ácidos graxos trans, e eles são geralmente produzidos quando o fabricante processa o óleo para aumentar a estabilidade em alta temperatura.

Escolhendo o óleo certo

Obviamente, a escolha do óleo irá variar dependendo da aplicação em particular. Apesar de alguns óleos usados em cozinhas de restaurantes serem altamente versáteis, um óleo que é ótimo para o molho de salada não é necessariamente bom para a fritura de alimentos por imersão e vice e versa. Alguns óleos são usados para criar sabores e aromas bem específicos. Ao considerar óleos de cozinha, tenha sempre em mente a diferença entre óleos refinados e não refinados.

Os óleos não refinados são geralmente prensados, carregam com eles o sabor de suas plantas de origem e podem ser usados para dar sabor aos alimentos quando empregados em molhos, saladas, marinados e para dourar alimentos. Muitos óleos não refinados como o de linhaça, também possuem componentes nutricionais desejáveis que façam com que sejam populares. Infelizmente, os óleos não refinados têm um ponto de fulgor (temperatura na qual o óleo começa a oxidar, decompor-se e emitir uma fumaça ácida) de 160ºC ou menos, não podendo assim serem usados para a fritura de alimentos por imersão.

O processo de refinamento geralmente envolve o uso de extrações químicas para remover qualquer ranço e produzir um óleo puro, livre de qualquer impureza que possa começar a oxidar e criar odores de sabores desagradáveis em altas temperaturas. Ele também tende a remover grande parte dos sabor dos óleos não refinados, o que pode ser uma vantagem ou uma desvantagem, dependendo do seu objetivo. A variação de temperatura de cozimento é frequentemente usada para classificar os óleos refinados: cozimento médio (100ºC a 180ºC), alto (180ºC a 240ºC) e fritura por imersão (acima de 240ºC).

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Óleo de Fritadeira

O óleo utilizado em fritadeiras sofre desgastes ao longo do seu uso. E sua substituição ou filtração podem economizar tempo, dinheiro e ainda melhorar a qualidade dos alimentos.

Quando o óleos fica velho?!

Durante o período em que o óleo de cozinha é utilizado, suas características mudam significativamente, através de um processo de estágios que vai da “quebra de moléculas” inicial até seu “desgaste”. Durante esse processo, a condutividades térmica (poder de transferir calor) e viscosidade (densidade ou poder de fluir) do óleo aumentam, ao passo que sua capacidade de aquecimento (quantidade de energia transmitida por uma certa quantidade de óleo) decresce. Partículas de alimentos, de empanados, farinha e outros sedimentos que são deixados no óleo não apenas o deixam mais escuros, mas se oxidam causando sua degradação, além do sabor e da aparência do produto final.

Qual a importância da limpeza do óleo?

Considerando o tempo e aborrecimento que leva limpar, filtrar ou trocar, e embalar o óleo usado de fritadeiras, não é incomum que muitos restaurantes eliminem certos cuidados e usem óleo por um tempo maior do que o recomendado. Mas este adiatamento pode custar bem mais caro do que a filtração ou a troca de óleo já não adequado ao uso. Óleos “velhos” representam maior tempo de cozimento, maior absorção de gordura pelos alimentos e substancial alteração do sabor do produto final. Portanto, entre as tarefas rotineiras de um restaurante, a atenção a qualidade do óleo é um aspecto essencial para manter as engrenagens da casa em bom estado de funcionamento e o resultado de seus pratos ainda mais agradáveis ao paladar dos clientes.

Óleos X Segurança Alimentar

A cocção por fritura deve atender aos seguintes requisitos:

1-os óleos e gorduras utilizados nas frituras não devem ser aquecidos a mais de cento e oitenta graus Celsius;

2-a reutilização do óleo só pode ser realizada quando este não apresentar quaisquer alterações das características sensoriais como cor, sabor e odor, ou não apresentar formação de espuma e fumaça. Se isso ocorrer deve ser desprezado;

3- para ser reutilizado, o óleo deve ser filtrado em filtros próprios;

4- o óleo não pode ser descartado na rede de esgoto nem em águas pluviais, porque entope tubulações e provoca poluição;

5- óleos de fritura utilizados e inservíveis devem ser reciclados por empresas que os utilizam para a fabricação de biodiesel, sabões e tintas.

 

 

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A importância da Higienização das Mãos

Fonte: ANVISA

Primeiramente, o que é higienização da mãos?!

É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas mais adiante.

Por que fazer?

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele.

A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-séptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex:Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex:Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus

Quando fazer?

Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.

  • Ao iniciar o turno de trabalho.
  • Após ir ao banheiro.
  • Antes e depois das refeições.
  • Antes de preparo de alimentos.
  • Antes de preparo e manipulação de medicamentos.

Como higienizar as mãos?

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Categorização dos Serviços de Alimentação

pesquisa-alimentacao-fora-do-larO Brasil entrou definitivamente na agenda dos eventos de massa mundiais, com a realização da Copa das Confederações Brasil 2013, Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

Sediar eventos de massa traz inúmeros desafios, mas é uma das maiores oportunidades que um país tem para organizar a casa e, esperando receber visitas, apresentar ao mundo seu povo e sua história, sua cultura, suas belezas naturais, conquistas e lutas sociais que poderão ser demonstradas para centenas de milhares de pessoas que se deslocarem ao país ou que acompanharem o evento pelos meios de comunicação.

Ao mesmo tempo, a preparação para a realização de eventos de massa pode induzir o desenvolvimento econômico e social, seja por meio da geração de empregos e renda, seja abrindo portas para iniciativas de qualificação profissional e de melhorias na prestação de serviços públicos e privados. É também um momento em que as cidades podem aproveitar para se revitalizarem e se modernizarem nas áreas da gestão pública, infraestrutura e urbanismo.

Para o setor saúde, os eventos de massa também representam um desafio que exige muito planejamento e convergência de esforços do setor público e privado. Diversos são os segmentos essenciais ao sucesso de um grande evento e que devem fazer parte dos planos de preparação dos países. A estruturação de ações voltadas ao controle dos riscos associados à saúde da população, que tendem a aumentar substancialmente em eventos dessa magnitude, é elemento incondicional desse planejamento.

Por suas características, particularmente a aglomeração de pessoas com diversos históricos sanitários e o potencial de estressar a capacidade instalada nas cidades envolvidas, os eventos de massa internacionais constituem um risco potencial para a saúde pública. Além disso, o volume e o trânsito de pessoas por conta destes eventos também permitem o surgimento de riscos e agravos incomuns ou desconhecidos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Por outro lado, são excelentes momentos para aprimorar a capacidade de resposta do país, nos campos de atuação da saúde pública, particularmente no escopo de atuação da vigilância sanitária.

O sucesso do evento é diretamente condicionado pela capacidade de planejamento e execução dos planos de ação e, muito além dessa perspectiva, essa capacidade determina a extensão do legado construído pelos países que sediam esses eventos.

Com vistas a enfrentar estes desafios, a Anvisa criou o Grupo de Trabalho sobre Eventos de Massa para definir diretrizes sobre a estruturação das ações pré, durante e pós-eventos de massa e promover o aperfeiçoamento das ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Áreas relacionadas da Anvisa:

– Área de alimentos 

– Área de portos, aeroportos e fronteiras

Mais informações:

– Resolução nº 2012/2013 do Conselho Federal de Medicina (dispõe sobre a organização médica em eventos)

– Portaria Conjunta nº 1139 de 10 de junho de 2013 (define as responsabilidades no SUS)

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Cuidados durante o recebimento e compra dos alimentos

O controle de qualidade dos alimentos se refere a toda e qualquer ação que visa melhorar as boas práticas nos procedimentos de higiene e manipulação de alimentos para que o alimento fique livre de qualquer contaminação e seja um “Alimento Seguro”, que não cause perigo à saúde de quem consumir.beba1

Para que o alimento seja seguro é importante fiscalizar a qualidade dos alimentos em todas as etapas de produção, desde o abate ou colheita, passando pelo transporte, recebimento, armazenamento, processamento até a distribuição final ao consumidor.

Então quais os cuidados na hora do recebimento?!

Observe a data de validade;

Confira se a embalagem está integra, se for lata, observe se não está estufada, enferrujada e amassada;

Fique atento as condições do carro (temperatura, limpeza e entregador);

Sinais de descongelamento ou recongelamento, como líquido congelado nas caixas, cristais de gelo no produto, embalagens molhadas, produtos amolecidos ou deformados;

Sinais de vazamento ou espuma, no caso de conversas;

Embaladas soltas e não aderidas fortemente aos produtos quando embalados a vácuo

Carnes:

Deve estar com aspecto e coloração próprios, textura firme e ausência de machas escuras, esverdeadas, odores desagradáveis e textura pegajosa (CUIDADO com as lâmpadas vermelhas, elas mascaram a cor da carne);

Peixes:

Deve estar com a pele aderida, brilhante, úmida, viva e sem laceração, as escamas unidas entre si e com brilho

Guelras rosadas ou vermelhas úmidas e brilhantes

Olhos devem ocupar toda a cavidade, estar saliente e transparentes

Odos característico as espécie ou ausente

Ovos e lactíneos:

A casca dos ovos deve apresentar-se uniforme, limpa e integra

As embalagens de leite UHT não devem estar amassadas, deformadas ou sujas

Os queijos devem apresentar superfícies isentas de mofo e/oi crosta melada

Grãos, farinhas, biscoitos e macarrão:

Contaminados por insetos, geralmente carunchos

Embalagem com sinais de rompimento como pequenos furos

Alterações nos cereais como aveia, farinha de milho, farelo ou grãos, parecendo grudados como se estivessem úmidos, o mesmo vale para produtos vendidos a granel

Produtos salgados, como pertences de feijoada ou bacalhau:

Aspecto amolecido, úmido ou pegajoso

Odor desagradável

Mofo

Gordura rançosa

Larvas

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Segurança Alimentar: As 10 Obrigações do Consumidor

mudanças alimentação1-Lave sempre as mãos antes de se servir e utilize o pegador ou guardanapo para tocar nos alimentos;

2-Cuidado com o seu cabelo. Caso ele esteja solto pode cair sobre os alimentos, preste atenção;

3-Evite falar enquanto passa pelo balcão para pegar o alimento;

4-Evite beliscar qualquer alimentos no momento em que você se serve;

5-Mantenha o local e a sua cidade limpa, evite jogar papéis e alimentos no chão;

6-Verifique se os alimentos que necessitam de refrigeração como frios, iogurtes, produtos de confeitaria entre outros encontram-se de fato refrigerados;

7-No supermercado deixe para colocar por último no carrinho os alimentos refrigerados;

8-Verifique sempre a data de validade dos produtos consumidos;

9-Lave as garrafas e ou latas de bebida antes de se servir;

10-Prefira comprar alimentos que venham em suas embalagens originais ao invés de alimentos vendidos a granel. Ex.: Amendoim, nozes, etc

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Como definir a validade dos alimentos que são produzidos pela minha empresa?!

Usualmente conhecido como shelf life, ou vida útil, é o tempo que um alimento preparado permanece fresco, saudável, ou seja, é o período de tempo que alimentos, bebidas e outros produtos perecíveis possuem antes de serem considerados inadequados para o consumo.

shelflifeOs consumidores estão cada vez mais exigentes quanto a elevada qualidade dos alimentos, e têm a expectativa de que tal qualidade será também mantida em nível elevado durante o período entre a compra e o consumo. Essas expectativas são uma consequência não apenas da exigência de que o alimento deve permanecer seguro, mas também da necessidade de minimizar as alterações indesejadas em suas qualidades sensoriais. As necessidades de qualidade se refletem nos requisitos de rotulagem que os fabricantes de alimentos devem respeitar; dependendo dos países e do tipo de produto pode-se encontrar dizeres tais como “consumir antes de”, “bom para consumo até”, e outras variantes, sempre seguidas de uma data. Em geral, as alterações microbiológicas são de primordial importância para os produtos de curta vida de prateleira, e as alterações químicas e sensoriais para os produtos de média e longa vida de prateleira; mas, os três tipos de alterações podem ser importantes para os produtos de curta e média vida de prateleira.

Assim, os fabricantes devem ter os meios disponíveis para prever a data final da vida de armazenamento, sob determinado conjunto de condições de armazenamento. Os critérios com base nos números medidos de deterioração e microorganismos patogênicos e seu padrão de c r e s c i m e n t o são capazes de oferecer uma definição relativamente clara. Critérios não microbiológicos são mais difíceis de definir, embora critérios bem definidos de composição química, tais como conteúdo de vitaminas, podem ser úteis. A definição das características sensoriais desejadas é uma área especificamente problemática para muitas empresas, mesmo quando se trata de produtos frescos; a definição seguida das características sensoriais de armazenamento é ainda mais difícil. As características sensoriais de muitos alimentos deterioram se durante o armazenamento (com exceções importantes, como vinho e queijo) e, mesmo assim, desde que permaneçam seguros, uma grande variação ainda é evidentemente tolerável para os consumidores. Características sensoriais aceitáveis são, consequentemente, muitas vezes, definidas pela política da empresa, mas mesmo assim é importante entender como ocorrem as alterações no armazenamento e utilizar esses dados para ajudar a definir o shelf life (vida útil, data de perempção, data de validade, em português).

A dificuldade de se definir o shelf life pode ser vista na própria definição do IFT (Institute of Food Technologists,1974) que define o prazo de validade como o “período entre a fabricação e compra no varejo de um produto alimentício, durante o qual o produto é de qualidade satisfatória”. O uso das palavras “qualidade satisfatória” é muito vago para servir de ajuda prática, especialmente nas situações em que a segurança microbiana não é um problema. As diretrizes do IFST (Institute of Food Science and Technology) datam de 1993 e fornecem uma definição mais viável de shelf life. O mesmo é definido como o tempo durante o qual o produto alimentício irá:

1. Permanecer seguro;

2. Ter a certeza que mantém as características sensoriais, químicas, físicas e microbiológicas desejadas;

3. Cumprir com qualquer declaração constante no rótulo quanto aos seus dados nutricionais, quando armazenado nas condições recomendadas.

Fatores que influenciam o shelf life

Muitos fatores podem influenciar o shelf life, sendo classificados, pelo IFST, em fatores intrínsicos e extrínsicos. Os fatores intrínsecos são as propriedades do produto final, e incluem:

  • atividade da água (aw) (água disponível);
  • valor de pH e acidez total; tipo de ácido;
  • potencial redox ou valor redox (Eh);
  • oxigênio disponível;
  • nutrientes;
  • microflora natural e contagens de microorganismos sobreviventes;
  • bioquímica natural da formulação do produto (enzimas, reagentes químicos);
  • uso de conservantes na formulação do produto (por exemplo, sal).

Os fatores intrínsecos são influenciados por variáveis, como o tipo de matéria-prima e qualidade, e pela formulação do produto e estrutura. Os fatores extrínsecos são os fatores que o produto final encontra a medida que ele se move através da cadeia alimentar, incluindo:

  • perfil de tempo-temperatura durante o processamento; variabilidade espacial de pressão;
  • controle de temperatura durante o armazenamento e distribuição;
  • umidade relativa (UR) durante o processamento, armazenamento e distribuição;
  • exposição à luz (UV e IV) durante o processamento, armazenamento e distribuição;
  • contagem microbiana ambiental durante o processamento, armazenamento e distribuição;
  • composição da atmosfera dentro das embalagens;
  • tratamento térmico posterior (por exemplo, reaquecendo ou cozinhando antes do consumo);
  • manuseio do consumidor
Fonte: Revista FI
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A higiene dos alimentos é fundamental para a manutenção da saúde

De acordo com o INPPAZ (Instituto Pan Americano de Proteção de Alimentos e Zoonose)e a OMS (Organização Mundial de Saúde), a cada 10 pessoas contaminadas por ingestão de alimentos, 4 consumiram alimentos que foram contaminados na hora do seu preparo. Procedimentos simples como lavar as mãos reduzem esse risco de contaminação.brocolis-tomate-600

Fique de olho:

1-Cuidado com os alimentos vendidos por ambulantes: poluição, insetos, ausência de água para lavagem de mãos e utensílios podem causar toxiinfecção;

2- As pessoas que trabalham em restaurantes dever ter uniformes limpos;

3- Rede ou touca na cabeça cobrindo os cabelos;

4- Quem serve ou vende alimentos não deve cobrar ou fazer troco;

5- Barba feita para os homens e unhas curtas e sem esmalte para todos;

6- Bijouterias e demais acessórios não fazem parte do uniforme;

7- Em caso de dúvida sobre algum estabelecimento entre em contato com a Vigilância Sanitária.

Você sabia que:

A toxiinfecção se manifesta geralmente entre 1 a 36 horas após a ingestão de alimentos contaminados por bactérias, fungos, vírus e toxinas. E que os sintomas costumam durar de 1 a 7 dias?

Os alimentos que causam intoxicação alimentar podem apresentar aparência, gosto e consistência e aroma normais?

E ainda, utensílios mal higienizados como batedeira, liquidificadores, tábuas de carne são grandes responsáveis pela contaminação de alimentos?

Os alimentos de origem animal quando armazenados ou manipulados de forma inadequada podem causar toxiinfecção?

 

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Dicas de estocagem de alimentos

Os locais destinados à estocagem devem estar rigorosamente limpos (lavados e desinfetados), sem resíduos de alimentos ou sujeira. Os materiais fora de uso (inclusive estrados) devem ser retirados das áreas de armazenamento, para evitar a presença de insetos, roedores e pássaros.

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1 – Toda mercadoria deve ser retirada da embalagem secundária, como caixas de papelão ou sacos de papel.

2 – As embalagens de todos os produtos devem ter identificação. Caso contrário deverão ser colocadas etiquetas com as seguintes informações: nome, marca, fabricante, data de fabricação, prazo de validade, composição do produto e registro em órgão competente.

3 – Produtos descartáveis também devem ser mantido separados dos itens citados anteriormente.

4 – Devem estar afastados pelo menos 10 cm da parede e 60 cm do teto, para permitir a circulação de ar entre os alimentos.

5 – O empilhamento no estoque devem ser alinhado e em altura que não prejudique as características do produto. As pilhas devem ser organizadas em forma de cruz para favorecer a circulação de ar entre os produtos e evitar acidentes.

6 – Os alimentos industrializados (conservas, enlatados, etc) devem ser mantidos afastados dos grãos e cereais para evitar infestação por insetos.

7 – Os alimentos que tiverem suas embalagens abertas ou danificadas devem ser transferidos para recipientes adequados (de plástico), lavados e desinfetados, ou embalados em plástico transparente. Além disso, devem ser devidamente etiquetados com o nome do produto, fornecedor, datas de abertura e de validade. Após a troca de embalagem ou manipulação, a validade será de 30 dias.

8 – Produtos de fabricação mais antiga devem ser posicionados de forma a serem consumidos em primeiro lugar. A data de validade deve ser observada e nunca podem ser utilizados produtos vencidos.

9 – Os alimentos devem ser porcionados com utensílios exclusivos e higienizados. Após o porcionamento, as embalagens devem ser fechadas adequadamente.

10 – Os alimentos não devem ficar armazenados junto a produtos de limpeza, químicos ou de higiene.

11 – Não devem ser colocados diretamente no chão. Devem estar apoiados sobre estrados ou prateleiras das estantes (os estrados devem estar a 25 cm de altura do chão).

12 – Não se deve armazenar vidros de “cabeça para baixo”, porque favorece o aparecimento de ferrugem nas tampas.

13 – Não devem existir caixas de madeira ou papelão em nenhuma área do serviço de alimentação.

Mesa Brasil-SESC
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